07-Musica Clasica - Johann Pachelbel - Canon - Música Barroca de Camara

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Antonio Lucio Vivaldi (o maior nome da musica Barroca)


O seu pai, um barbeiro mas também um talentoso violinista (alguns chegam a considerá-lo como um virtuoso), ajudou-o a iniciar uma carreira no mundo da música e foi responsável pela sua admissão na orquestra da Basílica de São Marcos, onde se tornou o maior violinista do seu tempo.
Em 1703, Vivaldi tornou-se padre, vindo a ser apelidado de Il Prete Rosso ("O Padre Vermelho"), muito provavelmente devido ao seu cabelo ruivo. Em 1704, foi-lhe dada dispensa da celebração da Santa Eucaristia devido à sua saúde fragilizada (aparentemente sofreria de asma), tendo-se voltado para o ensino de violino num orfanato de moças chamado Ospedale della Pietà em Veneza. Pouco tempo após a sua iniciação nestas novas funções, as crianças ganharam-lhe apreço e estima; Vivaldi compôs para elas a maioria dos seus concertos, cantatas e músicas sagradas. Em 1705, a primeira colecção (raccolta) dos seus trabalhos foi publicada. Muitos outros se lhe seguiram. No orfanato, desempenhou diversos cargos interrompidos apenas pelas suas muitas viagens, e, em 1713, tornou-se responsável pelas actividades musicais da instituição. Vivaldi foi realmente um compositor prolífico e a sua fama deve-se sobretudo à composição das seguintes obras:
  • mais de 500 concertos (210 dos quais para violino ou violoncelo solo), dos quais se destaca o seu mais conhecido e divulgado trabalho, Le quattro stagioni (As quatro estações),
  • 46 óperas,
  • sinfonias,
  • 73 sonatas,
  • música de câmara (mesmo se algumas sonatas para flauta, como Il Pastor Fido, lhe tenham sido erradamente atribuídas, apesar de compostas por Cedeville),
  • música sacra (oratorio Juditha Triumphans, composta para a Pietá; doisGloria; Stabat Mater; Nisi Dominus; Beatus Vir; Magnificat; Dixit Dominus e outros). Menos conhecido é o facto de a maior parte do seu repertório ter sido descoberto apenas na primeira metade do século XX em Turim e Génova, mas publicado na segunda metade. A música de Vivaldi é particularmente inovadora, quebrando com a tradição consolidade em esquemas; deu brilho à estrutura formal e rítmica do concerto, repetidamente procurando contrastes harmónicos, e inventou melodias e trechos originais.
A demais, Vivaldi era francamente capaz de compôr música não acadêmica, apreciada supostamente pelo público geral, e não só por uma minoria intelectual. A alegre aparência dos seus trabalhos revela uma alegria de compôr. Estas estão entre as razões da vasta popularidade da sua música. Esta popularidade rapidamente o tornou famoso em países como a França, na altura muito fechada nos seu valores nacionais. Johann Sebastian Bach foi deveras influenciado pelo concerto e Aria de Vivaldi (revivido nas sua Paixões ecantate). Bach transcreveu alguns dos concertos de Vivaldi para teclas solo, bem como alguns para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelo, Cordas e Continuo (RV580). Contudo, nem todos os músicos demonstraram o mesmo entusiasmo: Igor Stravinsky afirmou em tom provocativo que Vivaldi não teria escrito centenas de concertos mas um único, repetido centenas de vezes. Apesar do seu estatuto de sacerdote, é suposto ter tido vários casos amorosos, um dos quais com a cantora Anna Giraud, com quem Vivaldi era suspeito de manter uma menos clara actividade comercial nas velhas óperas venezianas, adaptando-as apenas ligeiramente às capacidades vocais da sua amante. Este negócio causou-lhe alguns dissabores com outros músicos, como Benedetto Marcello, que terá escrito um panfleto contra ele.
Vivaldi, tal como muitos outros compositores da época, terminou sua vida em pobreza. As suas composições já não suscitavam a alta estima que uma vez fizeram em Veneza; gostos musicais em mudança rapidamente o colocaram fora de moda, e Vivaldi terá decidido vender um avultado número dos seus manuscritos a preços irrisórios, por forma a financiar uma migração para Viena. As razões da partida de Vivaldi para essa cidade não são claras, mas parece provável que terá querido conhecer Carlos VI, que adorava as suas composições (Vivaldi dedicou La Cetra a Carlos em 1727), e assumiu a posição de compositor real na Corte Imperial. Contudo, pouco depois da sua chegada a Viena, Carlos VI viria a morrer. Este trágico golpe de azar deixou o compositor desprovido da protecção real e de fonte de rendimentos. Vivaldi teve que vender mais manuscritos para sobreviver, e terá eventualmente falecido não muito tempo depois, em 1741. Foilhe dada sepultura anônima de pobre (a missa de Requiem na qual o jovem Joseph Haydn terá cantado, no coro). Igualmente desafortunada, sua música viria a cair na obscuridade até aos anos de 1900.
Apesar de todos os detractores e das críticas negativas que Vivaldi recebeu, seu talento é inegável. Foi o compositor que inventou ou, pelo menos, estabeleceu a estrutura definitiva do concerto e da sinfonia. Sua facilidade na escrita era impressionante, escrevia tão rápido quanto a pena o permitia. Consta que demorava a escrever um novo concerto em menos tempo que um copista a copiá-lo.
A ressurreição do trabalho de Vivaldi no século 20 deve-se sobretudo aos esforços de Alfredo Casella, que em 1939 organizou a agora histórica Semana Vivaldi. Desde então, as composições de Vivaldi obtiveram sucesso universal, e o advento da "actuação historicamente informada" conseguiu catapultá-lo para o estrelato novamente. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Istituto Italiano Antonio Vivaldi, cujo primeiro director artístico foi o compositor Gian Francesco Malipiero, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições de seus trabalhos.
A música de Vivaldi, juntamente com a de Mozart, Tchaikovsky, Corelli e Bach foi incluída nas teorias de Alfred Tomatis sobre os efeitos da música no comportamento humano, e usada em terapia musical.

Características da musica Barroca


Desenvolvimento extenso do uso da polifonia e contraponto . Os acordes tem uma ordem hierárquica em suas progressões tonais, tanto funcional como cadencial, que definem a tonalidade progressiva do barroco musical. A harmonia era acompanhada e definida pelo basso continuo criando uma necessidade do intérprete de ser um virtuoso na arte do período para não deixar a musicalidade se desviar do aspecto tonal da época---visto que quase sempre o basso continuo não era escrito e chamava pela improvisação, dando então o dom de virtuosidade a quem melhor improvisasse. O contraponto era intenso, especialmente na forma de tema e variação. A modulação tonal na música barroca é freqüente. Devido a incapacidade física de um cravo prover dinâmicas variadas a arte da música barroca voltava a abilidade da performance em termos de articulação. Entre outras particularidades dos estilos desenvolvidos na música barroca, inlcluem-se:
  • Monodia;
  • homofonia com uma voz diferente cantando por cima do acompanhamento, como nas árias italianas;
  • Expressões mais dramáticas, como na ópera.
  • Combinações de Intrumentações e vozes mais variadas em conjunto a oratórios e cantatas
  • Notes inégales (Francês para "notas desiguais") usadas. Técnica barroca que envolvia o uso de notas pontuadas que eram usadas para substituir notas não pontuadas, dentro de um mesmo tempo que alternavam entre duração de valores longos e curtos;
  • a ária (curta peça cantada em uma cantata, ou instrumental na suíte);
  • o Ritornello (estilo que contém breve passagens instrumentais entre os versos cantados);
  • o concertante (o estilo que contrasta entre a orquestra e os instrumentos solos, ou pequeno grupo de instrumentistas);
  • instrumentação precisa anotada (no período anterior, a Renascença, a partitura raramente listava os instrumentos);
  • notação musical escrita idiomaticamente melhor para cada instrumento específico.
  • Notação musical para interpretação virtuosa, tanto instrumental como vocal
  • ornamentação
  • Desenvolvimento profuso na tonalidade da música ocidental (escala maior e menor)
  • cadenza, uma seção ad lib nas cadências das partituras para o virtuoso improvisar.

sábado, 11 de agosto de 2012

Concerto de musica Barroca

Alguns compositores do período Barroco

Arcangêlo Corelli

   Corelli nasceu em 17 de Fevereiro de 1653 em uma cidade chamada Fusignano, cidade proxima a Bolonha e Ravena. Corelli faleceu em 8 de Fevereiro de 1713.
   Suas obras abordavam poucas formas de expressão musical, diferente dos outros autores. Sua glória repousa inteiramente em seis coletâneas de música instrumental, todas elas dedicadas aos instrumentos de arco. As quatro primeiras delas dedica-se aos trios, a quinta é o famoso livro de sonatas para violino solo e baixo e a sexta obra, os doze Concertos Grossos.

Alessandro Scarlatti

   Fundador da escola operística napolitana e criador de uma linguagem que é base do Clacissismo, produziu aproximadamente 115 óperas, mais de 600 cantatas, serenatas, oratórios, missas, motetos, uma Paixão Segundo São João, peças de câmara, tocatas e diversas peças para cravo, 12 Sinfonias de Concerto Grosso , sonatas e obras teóricas.


Domenico Scarlatti

   Filho de Alessandro Scarlatti, nasceu em 26 de Outubro de 1685, ao exemplo do pai, se tornou um dos compositores da musica Barroca.

Praticamente toda a obra de Scarlatti composta na Itália se perdeu, restando apenas alguns libretos de ópera e fragmentos de partituras. Sua produção portuguesa se perdeu no célebre terremoto de primeiro de novembro de 1755, em Lisboa.
De modo igual, das cerca de 555 sonatas para cravo - a parte principal da obra de Domenico - não sobrou nenhum manuscrito autógrafo; somente cópias feitas na época pôr outros músicos.


  





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alguns instrumentos do Barroco

rumentoFlauta doce: Instrumento de sopro de madeira onde o som é produzido pelo sopro do executante.
Violino: Instrumenta de 4 cordas e um arco. O som é produzido através do toque das cordas.
Cravo: Instrumento de teclado com cordas pinçadas.
Orgão: Instrumento de teclas com fornecimento mecânico.


Aspectos da musica Barroca



  • Expressão musical dramática.
  •     Monodia – musica com acompanhamento, porém somente efetuado pe 
  •     Solistas vocais.
  •     Basso Continuo – musicas tocadas somente por instrumentos graves, como baixo, violoncelo, ou fagote, ou viola da gamba, etc... também é por algum instrumento harmônico (orgão, tiorba ou cravo, etc...)
  •     Òpera 
  •     Importante ligação entre texto e música
  •     Novas técnicas instrumentais: como o Pizzicato e o tremolo.
  •     Estilo concertato – contrastes de grupos pequenos de instrumentos solistas, ou orquestras.
  •     Formas combinando instrumental e vocal – Cantata , oratório.
  •     Notes inégales – técnica para tocar com “swing” pares de notas escritas com duração igual. Varia com o contexto.
  •     Aria – Repetições instrumentais curtas interrompendo os trechos vocais.
  •     Escrita idiomática valorizando as propriedades de cada instrumento musical.
  •     Amplo uso de ornamentações.
  •     Instrumentação bem mais precisa; instrumentos mais definidos de acordo com a partitura, e contexto. 
  •     Desenvolvimento ainda maior do escrita virtuosística para instrumentos e vozes.
  •     Cadenza – extensa seção virtuosística (escrita ou ornamentada / improvisada) para o solista próxima ao final de um movimento de um concertato ou de uma aria.
  •     Desenvolvimento do sistema tonal – Escalas maiores e menores.

O que era a musica barroca?

          A palavra “barroco”, que significa em português “pérola deformada” passa a idéia da cultura artística , pelos seus diversos movimentos, como arquitetura, e a própria musica.
          Os músicos que mais influenciaram na época barroca foram: Johann Sebastian Bach, Antonio Vivaldi, Giovanni Battista Pergolesi, Jean-Baptiste Lully, Arcangelo Corelli, Claudio Monteverdi, François Couperin, Jean-Phillipe Rameau, Henry Purcell e George Friederick Handel.
          O barroco influenciou muito na musica, devido a criação do sistema tonal, e das escalas maiores e menores.